História

O Centro Histórico de Curitiba revela, por de trás das antigas construções, intrigantes ruas estreitas e calçadas de paralelepípedos, uma história repleta de memória. O início desta história acontece, oficialmente, durante o século XVII. Denominado também de setor histórico e popularmente conhecido com Largo da Ordem, o centro histórico representa o início da povoação do segundo planalto paranaense, onde foi oficialmente fundada a Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais em 1693. Esta região da cidade compreende o atual Bairro de São Francisco e parte do Centro de Curitiba.

Século XVIII

A partir de então o crescimento da vila não foi expressivo, nem era uma comunidade próspera, tendo o seu nome alterado para Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba em 1721. No século XVIII Curitiba passou a ganhar maior destaque graças à conexão que se estabeleceu com o litoral por meio do caminho do Itupava. É ainda neste século que ocorre a edificação da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco de Chagas, a mais antiga da cidade e onde, no presente, se encontra o Museu de Arte Sacra. A Igreja do Rosário também foi construída no mesmo século, sendo edificada pelos e para os escravos. A casa Romário Martins, considerada a casa preservada mais antiga de Curitiba, também tem a sua construção datada do século XVIII.

Século XIX

O que se denomina Centro Histórico atualmente era a extensão de uma vila que passou a ganhar destaque na Comarca somente em 1812, momento em que já passa a adquirir maior notoriedade que Paranaguá. Já em 1842 passa para a categoria de cidade, pouco tempo antes do Paraná se tornar independente da Comarca de São Paulo. Foi neste século em que aconteceram os principais movimentos migratórios para o Paraná, trazendo para a cidade alemães, italianos, poloneses e ucranianos. Tais transformações da comunidade paranaense são notáveis no setor histórico por conta da presença da arquitetura destas algumas destas etnias. Uma das construções realizadas por uma família alemã foi à famosa Casa Vermelha, que, após passar por diversas funções, serve de Espaço Cultural para a comunidade. Em diversas ruas do centro histórico também é possível perceber diversas casas nos mais variados estilos por conta deste período histórico. Outro marco deste século foi a construção do prédio que sedia a Sociedade Italiana Giuseppe Garibaldi. Ainda no século XIX o ambiente que hoje abriga semanalmente a famosa Feira do Largo da Ordem abrigava um ambiente repleto de comerciantes e fazendeiros que vinham realizar os seus negócios e vendas no centro. O bebedouro de pedra que se localiza na área central é um dos marcos deste período, local famoso onde os fazendeiros e tropeiros levavam os seus cavalos e mulas para beber água. O bebedouro se encontra conservado até a atualidade, representando um período da história de Curitiba e do Paraná. Outro destaque do centro histórico para o período foi a fundação do Museu Paranaense – o museu já passou por diversas sedes e, a partir do ano de 2003, se encontra num prédio construído em 1920.

Século XX

O século XX foi marcado por extremas transformações na cidade, período em que houve grande expansão e transformação das bases da economia da capital paranaense, além de um aumento populacional considerável. Para este período, podem ser encontrados marcos significativos no Centro, como a construção da sede da Universidade Federal do Paraná, a mais antiga do Brasil. Foi nesta mesma época que foi construído o belíssimo Paço da Liberdade, em estilo Art Nouveu. O prédio que chama a atenção em meio às construções me seu entorno já abrigou a prefeitura de Curitiba e no momento presente é sede de Centro Cultral pertencente ao SESC. Neste importante período da história da cidade também houve o início da construção da igreja que nunca vou acabada, resultando nas famosas Ruínas de São Francisco.

Atualidade

A atual situação do centro histórico de Curitiba é fruto de um constante processo de revitalização, onde diversos dos prédios históricos acabam por fazer parte do dia-a-dia da comunidade, seja como centros culturais, bares, restaurantes, lojas, museus e teatros. Assim, achou-se uma forma me manter a comunidade local liga as suas origens e o centro histórico acaba por ser um ponto de parada obrigatório para quem visita Curitiba.